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IGP-10 sobe, mas aponta desaceleração
18/6/2010

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) avançou para 1,3% em junho, seguindo acréscimo de 1,11% um mês antes, informou ontem a Fundação Getulio Vargas. O levantamento mostrou ainda que, no acumulado do ano, o índice de preços teve ampliação de 5,55%. Em 12 meses, a elevação foi de 5,03%. Mesmo em alta, o índice, comparado aos outros IGPs, mostra menor pressão de alguns preços.

Com peso de 60% no IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) saiu de um acréscimo de 1,34% para 1,68%. Os produtos agropecuários caíram 0,04% enquanto os industriais subiram forte, 2,23%. Dos estágios do IPA, as matérias-primas brutas deixaram um aumento de 3,82% para 6,38%, refletindo o movimento dos itens minério de ferro (21,02% para 51,84%), laranja (-16,97% para -1,10%) e café em grão (-3,87% para 1,40%). Os bens intermediários avançaram 0,84% e os bens finais cederam 0,62%.

Responsável por 30% do IGP-10, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou queda de 0,01% em junho, abandonando uma alta de 0,64% um mês antes. O grupo alimentação declinou 1,05%, após aumentar 1,21% em maio, e transportes diminuiu 0,14%, depois de decréscimo de 0,01%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,01% em junho. Na apuração anterior, o indicador, que tem peso de 10% no IGP-10, tinha avançado 0,77%. A taxa do grupo mão de obra foi positiva em 3,30% e a de materiais, equipamentos e serviços, em 0,83%.

O coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Salomão Quadros, defendeu a metodologia utilizada pela instituição na ponderação do peso do minério de ferro no IPA. Para ele, a metodologia utilizada é referência mundial para cálculo dos índices de preços ao produtor. "O índice ao produtor tem como referência a produção, seja ela destinada para onde for. Tem como base para ponderação a produção", frisou Quadros.

O impacto do reajuste do minério de ferro sobre o IPA foi contestado pela Vale, que alega que apenas 10% da produção nacional fica no país. Sobre os efeitos do reajuste ao longo da cadeia produtiva, Quadros disse é preciso esperar para ver se haverão repasses.

Fonte: Valor Econômico

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